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Poeta: Helô Abreu
     
Texto: Sou Mulher
     


Na manhã,
daquele dia,
a boa dona Maria,
que era boa dona de casa,
lança-se na rotina de mais um dia!
Lava, passa, cozinha
faz tudo o mais
que entra na conjugação verbal de trabalhar!
Chegados a casa, os filhos,
lavam as mãos,
beijam a mãe 
purificam o seu dia naquele gesto resoluto de infância inacabada!
A mãe continua nos seus afazeres,
enquanto Tu entras no teu quarto
te olhas no espelho do dia!
Finges gostar da imagem!
Tal como, dona Maria finge
gostar daquilo que faz!
Correr, correr, não parar,
trabalhar, não parar!
Corre que corre,
fingir mais um bocadinho!
Tu continuas parado ao espelho
desprezando a tua vida,
enquanto aqueles filhos chegam a casa,
lavam as mãos e beijam a sua mãe!
Ela continua a fingir gostando
enquanto tu finges odiando!
Corre que corre,
limpa que limpa!
Não parar, não, parar!
E voltamos ao inicio!
Dona Maria ,
que é boa dona de casa,
lança-se na rotina de mais um dia!
Enquanto tu,
sem nenhum beijo de despedida,
resolves e paras!
para que para!
não corre, não sente,
não corre, não trabalha!
No escuro do quarto
estilhaça-se o espelho
deixas sangue no chão!
Finalmente,
deixas de fingir....

 
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