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AUTO HEMOTERAPIA - 01


Dr. Luiz Moura

 

QUEM É O DR. LUIZ MOURA

Esta matéria foi publicada, na íntegra, no GuiaMauá, em 19/03/2002, link no final.
O entrevistador foi Arthur W. Porsani.

 

Nascido em 04 de Maio de 1925, no bairro de Botafogo na cidade do Rio de Janeiro, Dr. Luiz Moura estudou na Faculdade Nacional de Medicina da UFRJ, há muito tempo atrás, quando a universidade ainda ficava na Praia Vermelha, mesmo lugar em que o seu pai se formara também em medicina nos idos de 1918.

Amante da natureza, Dr. Moura, como é conhecido em seu meio, é um dos mais ilustres de nossos imigrantes. Freqüenta a região de Visconde de Mauá desde o início dos anos 70, quando acampava no Vale do Pavão e na área de camping que existia junto ao hoje conhecido Hotel Bühler.

Curioso, como ele próprio se define, e apaixonado pela medicina, Dr. Moura é do tempo em que não existia nem antibiótico. Figura ímpar, ótimo papo, capaz de discorrer durante horas sobre energia orgônica, auto-hemoterapia, bioenergética e até sobre seres extra terrestres.

Trabalhador incansável, Dr. Moura foi convidado pelo general Emílio Garrastazu Médici, durante a formação de sua equipe de governo, para ser presidente do antigo INPS, cargo que na época tinha importância equivalente ao Ministério da Saúde. Só dessa sua rápida passagem pelo governo daria para escrever um livro, tantas foram suas realizações e descobertas quase involuntárias, de algumas maracutaias governamentais, além de constatar claramente - quando bateu de frente com os grandes laboratórios farmacêuticos - que o verdadeiro poder vem de fora, emana de insuperáveis forças ocultas, e não do governo e muito menos do presidente.

Tanto é que em apenas sete meses à frente do INPS, sua esposa e ele foram vítimas de dois atentados. Dr. Moura faz questão de frisar que só escaparam com vida devido à agilidade de seu carro - um Renault Gordini, fugindo de pesados e antigos Chevrolets negros, como em cenas de cinema.

Divulgador das benesses da energia orgônica, Dr. Moura afirma que toda a região de Visconde de Mauá é uma grande caixa orgônica natural. Por isso, e por todos os motivos que fazem de Mauá uma região turística paradisíaca, é que ele mora entre Rio e Mauá desde 1980, quando comprou sua primeira casa por aqui.

Aposentado desde 1984 pelo INPS (atual INSS), como Coordenador Administrativo de Medicina do Rio de Janeiro, a princípio não tinha intenção de trabalhar em Mauá, mas não teve como escapar. A fama conseguida através de curas tidas como impossíveis pela ciência, utilizando-se do que hoje convencionou-se chamar de medicina complementar, para fugir do preconceito sobre o termo medicina alternativa, como a auto-hemoterapia e a energia orgônica, obrigou-o a mudar de idéia, já que não conseguiria recusar-se a atender todos os que o procuravam também em Mauá.

Casos como o de dona Maura, que teria uma perna amputada devido à gangrena causada pela picada de uma aranha armadeira, mas que foi salva pela auto-hemoterapia, agitaram sua vida e o seu consultório em Mauá. Sempre atento às alternativas para complementar o tratamento de seus pacientes, em 1978 ele recebeu um livro escrito por Wilhelm Reich, enviado por uma de suas filhas que morava na Espanha, e que influenciaria definitivamente toda sua vida assim como a sua carreira.

É ele quem nos conta: "Meu genro estudava orgonomia e me mandou um livro do Reich chamado "A Biopatia do Câncer". Eu fui acampando e lendo o livro daqui ao Rio Grande do Sul. Quando terminei, cheguei à conclusão que, ou o Reich era louco mesmo, pois a biografia dele no livro dizia que ele morreu dentro de um manicômio judiciário, ou era o maior gênio que a humanidade já havia produzido. O livro falava sobre as maravilhas da energia Orgônica e citava experiências feitas com camundongos, dentro do que Reich chamava de Caixa Orgônica. Resolvi repetir as mesmas experiências."

"Ele dizia que inoculando camundongos com sarcoma 180, um dos piores tipos de câncer, e colocando-os na caixa meia hora por dia era possível triplicar a sobrevida dos animais, isto é, a sobrevida que normalmente era de 7 a 9 dias, aumentava para 21 a 23 dias. Depois das experiências pude constatar que de fato o Reich estava mesmo certo. Antes disso cheguei a pensar que ele podia ter um cérebro perturbado e que teria arrumado tudo para ser absolutamente lógico; achei tão genial o livro que pensei que só poderia ter saído de uma mente doentia. Depois que percebi que Reich estava certo, resolvi divulgar o assunto e fiz então a primeira palestra a respeito, que foi no Ciclo Reich da Universidade Santa Úrsula em Botafogo no ano de 1980. Nessa palestra, estava presente um colega de turma chamado José Tersetti, o melhor clínico que eu conheci. Terminada a palestra, durante os debates, o Tersetti me disse: - Olha Moura, sua palestra foi muito boa, mas não me convenceu em nada. O camundongo é um animal tão inteligente que, colocado nessa caixa, pode ter achado que se tratava de uma caixa mágica e assim ter ativado um mecanismo de sugestão que estimulou o seu sistema imunológico e por isso conseguiu triplicar o tempo de sobrevida".

Dr. Moura, não lhe parece que essa teoria seria ainda mais fantasiosa?
"Sim, mas eu não discuti com ele, não. Disse a ele: Tersseti, estou achando o seu argumento um pouco forçado, mas em todo caso eu não vou discutir esse assunto. Daqui a três meses vou fazer uma palestra na UERJ e desde já te convido para que esteja lá, pois lá eu vou te dar essa resposta. Nesse mesmo dia fui até a casa de um cliente muito amigo, o coronel Manuel Teixeira de Barros. Contei o que tinha se passado na palestra, especialmente com relação à descrença do Tersseti, e pedi que nos arranjasse duas garrafas de vinho. Abrimos as duas ao mesmo tempo e tomamos a metade de cada garrafa, em seguida arrolhamos, lacramos, embrulhamos, datamos e cada um de nós assinou uma das garrafas. A que foi assinada por mim fica com você e você guarde-a em sua adega - disse-lhe eu - e a que está assinada por você eu vou guardar dentro de uma caixa orgônica. Daqui a dois meses nós vamos conferir o que vai acontecer com esse vinho - propus ao Teixeira. Passado o período, eu telefono para o coronel e marcamos de nos encontrar em sua casa. Diante da garrafa que havia ficado em sua adega devidamente lacrada, verificamos que estava tudo correto e partimos para o vinho. Ele experimentou e era vinagre puro, impossível de beber. Fomos então até minha casa, eu o chamei para que pessoalmente retirasse a garrafa de dentro da caixa orgônica e verificasse se estava tudo certo quanto ao lacre. Ele estava certo que beberia vinagre , enquanto eu acreditava que o vinho estaria bom. Abrimos e eu comecei a beber o vinho. Ele me disse: 'você está tão fanatizado por esse Reich que está tomando vinagre pra me convencer'. Neguei: o vinho está ótimo, pode experimentar. Português, acostumado a beber vinho desde de criança, ele pôs na boca e começou a bochechar para sentir o gosto, e quando engoliu disse: 'esse vinho está melhor do que na hora que nós o abrimos'. Aí foi minha vez de dizer não: agora é sugestão sua - (risos) o vinho está igual, melhor não. Um mês depois, durante a palestra eu invoquei o seu testemunho e o coronel fez questão de declarar tudo o que tinha acontecido com o vinho, e de testemunhar por escrito o resultado da experiência."

"José Tersseti estava lá. No final da palestra, ele que estava no fundo da sala, levantou-se, apresentou-se e disse: Dr. Moura, meus parabéns, agora eu acredito, porque o vinho não pode ser sugestionado". Daí pra frente comecei a fazer palestras, acreditando piamente nisso tudo e fiz dessa medicina uma medicina complementar. Uso a medicina ortodoxa e complemento com a auto-hemoterapia, mais recentemente com a ortomolecular, uso minerais, energia orgônica e assim por diante."

Depois de algumas horas conversando com Dr. Luiz Moura surgem perguntas que tomariam dias de trabalho e, certamente, depois dessas, surgiriam outras e outras. Honestamente eu, e acredito que o leitor também, fiquei curioso em saber mais a respeito de terapias como a auto-hemoterapia, o funcionamento da caixa orgônica - baratíssima, que todos poderiam ter em casa e como isso derrubaria os lucros absurdos dos laboratórios farmacêuticos. Provavelmente também desperte interesse saber como e por que o Dr. Moura criou a CEME, Central de Medicamentos do Brasil, com o aval do então presidente Médici, e que a custos irrisórios distribuiu durante pouco tempo, toneladas de medicamentos gratuitos por todo o país.

São muitos assuntos. Por isso pretendemos voltar a conversar com Dr. Luiz Moura, que é chamado por alguns dos que privam de sua intimidade de arquivo vivo de descobertas benéficas e acessíveis a todos. Fique ligado no GuiaMauá.

Arthur W. Porsani
Redação GuiaMauá
www.guiamaua.com.br
19.03.02

 

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