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CARTA AO "DEPUTADO" JOSE DIRCEU
Guilhermina Ferreira de Oliva


Enviada por: Plínio Sgarb

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----- Original Message -----
From: Plínio_Sgarbi
To: Undisclosed-Recipient:;
Sent: Tuesday, September 27, 2005 11:26 PM
Subject: Fw: A INDIGNAÇÃO TOMA CONTA NOVAMENTE ...NÃO O AUTORIZO A FALAR EM MEU NOME
 
Tem razão V.Exa apenas numa declaração. As urnas darão as respostas. Como não nos é dado o direito de pedir nossos votos de volta antes de outubro de 2006,  para as devidas cassações daqueles que nos traíram, até porque a maioria desse Congresso Nacional não terá a coragem e a altivez para aprovar um Plebiscito Revocatório, no meio de liberações de verbas de emendas orçamentárias e oferecimentos  de cargos públicos de livre provimento para mais aparelhamento do Estado, também agora pelo que se desnuda à Nação em relação ao exacerbado aprofundamento das relações espúrias entre Executivo e Parlamento, naquela data o faremos. Pode V.Exa ter certeza disso. _GUI
 
----- Original Message -----
From: Gui Ferreira de Oliva
Sent: Wednesday, September 28, 2005 1:33 AM
Subject: A INDIGNAÇÃO TOMA CONTA NOVAMENTE ...NÃO O AUTORIZO A FALAR EM MEU NOME

 
Exmo Sr. Deputado Federal
José Dirceu
 
Com base no seu depoimento  hoje à Comissão de Ética da Câmara dos Deputados é que me dirijo a V.Exa.
 
V.Exa afirmou que somente aos eleitores é dado o direito da avaliação e da condenação política. Assim, eu lhe adianto a minha.
 
Fui eleitora, embora nunca filiada, das candidaturas do Partido dos Trabalhadores desde a primeira candidatura de Luiz Ignacio Lula da Silva a Governador de São Paulo. V. Exa há de se lembrar do mote: VOTE NO 3...PORQUE O RESTO É BURGUES!
 
Fui eleitora de Eduardo Suplicy e Aloizio Mercadante ao Senado Federal.
 
Ao Governo de São Paulo fui eleitora também de Eduardo Suplicy, de V.Exa, de Marta e de José Genoíno na última eleição.
 
Fui eleitora de Telma de Souza à Vereadora, Deputada Estadual,  Deputada Federal nos dois mandatos, Prefeita eleita e por mais duas vezes como candidata novamente à Prefeitura Municipal de Santos.
 
Na última já recebeu, não o meu voto, nem o de minha família,  mas minha militância contrária a ele diante de todos (as) aqueles (as), amigos e colegas, frente aos quais exerci minha tarefa de formadora de opinião. E foi derrotada, por 1771 votos, não a Deputada pois em relação a ela ainda devoto algum respeito pela ex-Prefeita que foi, mas o Partido que a obrigou, conforme ela  mesma se justificava, ao voto traidor de princípios, desrespeitoso aos seus eleitores, pior, nefasto ao Estado.   
 
E conto a V.Exa quais as razões. Cansei de alertá-la pessoalmente, como eleitora e como liderança sindical da minha categoria, que o Governo Lula iniciava priorizando o maior ataque já sofrido pelos servidores do setor público  nas últimas décadas neste país: a Reforma da Previdência Social tendo como único alvo os servidores públicos, extinguindo direitos, quebrando contratos funcionais, confiscando aposentadorias e pensões. Desrespeitando, inclusive, os critérios de transição da já nefasta Emenda 20 da era tucana que tanto o PT combateu.
 
E falo na condição de quem serviu ao Estado Brasileiro, com honradez e eficiência, por mais de 30 anos. Na condição de quem abdicou do direito de exercer sua aposentadoria integral desde janeiro/2000 porque sonhava e acreditava que o operário subindo aquela rampa, como primeiro mandatário do país, eu estaria a postos, para dedicar todo o meu esforço e minha experiência, sem cargo ou qualquer privilégio, para ajudá-lo a implementar  um programa de governo popular, na condição de servidora do setor público mais estimulada ainda no exercício das minhas atribuições legais.
 
Tinha esperança na mudança das práticas administrativas, comungava a certeza de que os servidores de carreira iriam ser valorizados, não apenas com as reposições salariais pela dignidade das funções exercidas, mas ouvidos, respeitados, prestigiados perante a opinião pública.
 
No Ministério da Previdência Social achava eu que o PT tinha o quadro mais qualificado e por essa razão a ser considerado, tanto do ponto de vista da competência administrativa quanto  da ética no trato da coisa pública, mais do que isso, a referência nacional em defesa da Previdência Social Pública e do conceito constitucional da Seguridade Social, tão duramente conquistado na Carta Cidadã: Waldir Pires. Aquele nome capaz de encaminhar, essa sim,  a contra-reforma à Reforma do tucanato, tão cruel à classe trabalhadora. Ledo engano.
 
Resisti em 2003 Exa, na tentativa  de me fazer ouvir pelos meus representantes o quanto estavam equivocados, por obedecerem, sem crítica e apenas disciplinados, a um Governo desorientado e afastado dos discursos e das ações por mais de duas décadas como expressão da luta política que o Partido abraçara. Tentativa inócua.
 
Clamei durante aqueles doze  meses, e não vou citar nomes mas tenho os registros, para que invertessem e resgatassem a verdadeira pauta governamental esperada: a discussão com a sociedade sobre o Estado Brasileiro, sua Administração mais democrática e transparente, suas mazelas para corrigí-las com coragem, seu tamanho, suas essencialidades para o melhor e mais eficiente atendimento das demandas e necessidades da maioria do povo, permeada essa discussão pela proposta de uma radical Reforma Política. Em vão.
 
No simbólico 13/02/2004  assinei e apresentei minha aposentadoria, injustamente confiscada em meus proventos pelo Governo que ajudei eleger, confisco que amargarei até a morte, mas me recusando, a despeito dos meus quase sessenta anos ainda lúcidos e produtivos, repito, mais de 30 dos quais servindo ao Estado com honradez e eficiência, a continuar no exercício de minhas atribuições legais emprestando minha experiência funcional a esse desgoverno. Sabia eu que a ineficiência nunca faria  parte do meu cotidiano funcional e a trilha da falta de ética JAMAIS percorreria. Foi a minha resposta individual e solitária. Mas da minha ação no coletivo para desnudar a farsa não abro mão.
 
Cargo que conquistei através de dois concursos públicos, ambos de nível superior, sem qualquer auxílio direto ou indireto para galgá-lo a não ser o meu esforço, a minha aplicação e dedicação ao estudo. Não tive  ex-marido para me apoiar com benesses, mas tive meu companheiro de 36 anos a me oferecer compreensão e estímulo. Ele, também, um outro exemplar trabalhador público durante 35 anos, igualmente confiscado e vilipendiado pelo governo de V.Exa.
 
Também não sou exemplar raro. Milhares de servidores públicos federais  enfrentam o mesmo sofrimento e encarnam a mesma indignação. Por essa razão lhe escrevo.
 
Para apontar como inverdades as suas declarações prestadas à Comissão de Ética na tarde de ontem.
O GOVERNO LULA NÃO FOI E NÃO ESTÁ SENDO O GOVERNO QUE MAIS BENEFÍCIOS TROUXE AOS SERVIDORES PÚBLICOS. AO CONTRÁRIO, TEM SIDO O GOVERNO MAIS DESRESPEITOSO E MAIS CRUEL COM OS SERVIDORES DO ESTADO DAS ÚLTIMAS DÉCADAS.  
 
NEM COLLOR OUSOU TANTO.
 
O MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO DE ITAMAR FRANCO APÓS LUIZA ERUNDINA COMO MINISTRA E TAMBÉM JÁ INJUSTAMENTE PUNIDA PELO PT, UM GENERAL DE EXÉRCITO REFORMADO, FOI MAIS DEMOCRÁTICO NA RELAÇÃO COM AS ENTIDADES REPRESENTATIVAS  DOS SERVIDORES DO QUE ESSES QUE JÁ PASSARAM E O QUE SE ENCONTRA ATUALMENTE NO GOVERNO LULA. Consulte as entidades.
 
BRESSER-PEREIRA E CLAUDIA COSTIN NÃO CONSEGUIRAM CONCRETIZAR O MESMO PROJETO. EM PARTE PELA OPOSIÇÃO DO PT QUE, À ÉPOCA, AINDA DEFENDIA O SERVIDOR PÚBLICO. COMO CONSEQUÊNCIA, DEFENDIA O ESTADO BRASILEIRO.
 
E POR ESSA RAZÃO  O GOVERNO LULA NÃO TEM A APROVAÇÃO DA IMENSA MAIORIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS COMO AFIRMOU V.EXA. 
 
E V.EXA NÃO TEM O DIREITO DE FALAR EM  NOME DO FUNCIONALISMO FEDERAL.
 
Tem razão V.Exa apenas numa declaração. As urnas darão as respostas. Como não nos é dado o direito de pedir nossos votos de volta antes de outubro de 2006,  para as devidas cassações daqueles que nos traíram, até porque a maioria desse Congresso Nacional não terá a coragem e a altivez para aprovar um Plebiscito Revocatório, no meio de liberações de verbas de emendas orçamentárias e oferecimentos  de cargos públicos de livre provimento para mais aparelhamento do Estado, também agora pelo que se desnuda à Nação em relação ao exacerbado aprofundamento das relações espúrias entre Executivo e Parlamento, naquela data o faremos. Pode V.Exa ter certeza disso.
 
Atenciosamente
 
Guilhermina Ferreira de Oliva
Auditora Fiscal da Previdência Social
Aposentada e confiscada em seus proventos
Santos/SP
 
c/cópia aos Exmos Deputados Federais, respectivamente Presidente e Relator da Comissão de Ética da Câmara Federal
c/cópia ao Exmo Deputado Federal  João Batista de Olivera Araújo (Babá) por ser uma das vozes do funcionalismo federal no Parlamento.
cco/ para a minha lista de amigos e colegas
 
 

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