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Fonte: Tribuna da Imprensa Online

 

 

Chávez promete acabar com conceito da propriedade privada

CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou na noite de terça-feira que irá desmontar progressivamente o conceito da propriedade privada no país que, segundo ele, não tem lugar dentro de sua "revolução socialista do século XXI". Não foi a primeira vez que Chávez fez essa ameaça e, segundo analistas, não será a última.

Para o cientista político venezuelano Alfredo Ramos Jiménez, diretor do Centro de Investigação de Política Comparada da Universidade dos Andes, em Mérida, as constantes ameaças do presidente fazem parte de uma estratégia do governo para desviar a atenção do público da atual crise econômica pela qual o país está passando.

"O debate que Chávez está promovendo é uma cortina de fumaça para ocultar o fracasso econômico que está sendo seu governo", disse Ramos Jiménez. O analista venezuelano Alberto Garrido afirma que os anúncios de Chávez nunca significam medidas imediatas e causam sempre grande expectativa do que realmente se tornará concreto.

Ontem, Chávez participou do lançamento de seu "comando de campanha" para o referendo de 2 de dezembro sobre a reforma constitucional. Esse comando se encarregará de organizar "batalhões de revolucionários" que terão como dever explicar o funcionamento do referendo e motivar os eleitores a votarem.

No referendo que aprovou a atual Constituição Bolivariana, de 1999, o índice de abstenção chegou a 56%. Durante a cerimônia, o presidente assegurou que sua proposta de reforma de 33 dos 350 artigos da Constituição estabelece a socialização dos meios de produção, da propriedade pessoal, da familiar, a pequena propriedade privada e a pequena e média empresa.

"Não queremos a empresa privada com o objetivo de acumular riqueza às custas da miséria dos demais e vamos desmontá-la progressivamente", afirmou o presidente. "Queremos uma empresa que trabalhe em função do socialismo e dos interesses sociais, produzindo aquilo que é necessário para satisfazer as necessidades da comunidade".

Garrido afirma que a reforma constitucional de Chávez busca uma transição menos brusca do capitalismo para o socialismo dentro da Venezuela. "A Venezuela busca o socialismo, sem ser socialista". Chávez também disse que, atualmente, o socialismo garante a propriedade privada, pois dá ao cidadão moradia, roupas e tempo livre, o que, segundo ele, é negado no sistema capitalista.

Ramos Jiménez explica que a vontade de Chávez de acabar com a propriedade privada não é bem-recebida dentro da própria base política do líder venezuelano. "Muitos dos chavistas estão entre os novos ricos da Venezuela e são contra essa atitude de Chávez".

Segundo o analista, o governo venezuelano não está sabendo aproveitar a atual "bonança" petroleira - o país é o quinto exportador mundial de petróleo - e por isso, cria novas medidas usando o "socialismo do século XXI" como desculpa. Ramos Jiménez afirma que um exemplo recente dessa situação é o aumento anunciado pelo governo dos impostos sobre bebidas e cigarros programados para entrar em vigor semana que vem na Venezuela. "O governo necessita de recursos e usa esses impostos e o socialismo como desculpa".

http://www.tribuna.inf.br/

 

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