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A GRANDE FRUSTRAÇÃO
DE UM MILITAR DA ATIVA

 
O texto, abaixo, talvez jogue um pouco de luz sobre os recentes suicídios de dois oficiais generais do Exército.
 
O pensamento, abaixo, tirei-o de uma mensagem que me foi enviada.

Cel Pinheiro

 

A GRANDE FRUSTRAÇÃO DE UM MILITAR DA ATIVA

 

" O militar por uma questão de formação tem um perfil profissional que difere de outras carreiras. Os postos e graduações são conseguidos mediante anos de estudos em escolas especiais, aprendizados sem os quais não alcançam promoções. Atingir o posto de general, para os oficiais é o ápice da carreira. Neste posto são alçados aos comandos de grandes unidades, com maiores responsabilidades, melhoria nos níveis salariais e prestígios.

Acompanhando os estudos há todo uma cobrança, onde se exigem do militar uma postura ética, sem deslizes de ordem moral. Daí vir o respeito e a admiração que acompanha a áurea do militar: Ser um cidadão sério, em quem se pode confiar plenamente. Diz-se que ser militar é fazer parte de uma elite moral, onde se esteiam os valores primordiais da nação. Condição que mexe com os brios do militar; tornando-o mais e mais especial.


E aí que surge o conflito na cabeça do militar. Como ser ético, se faz parte de um sistema onde os valores de decência e respeito escorrem pelo ralo da desagregação moral? E ele se pergunta: “Eu sou ético, mas garanto a imoralidade. E convivo com o ilícito. Contribuo para que a desigualdade social seja posta em cheque, assistindo calado que se perpetue todas as causas que levam o homem ao estado permanente de pobreza: a falta da escolaridade, o desemprego, e o descaso com a dignidade do ser humano. Eu posso viver com um salário, ainda que aviltado pelo arrocho; mas não poderia sobreviver com um salário mínimo, que minimamente consegue manter uma família, e, menos ainda, se recebesse uma bolsa-família, que não deixa de ser uma forma de escravizar o homem: Dou esta migalha para que você não morra de fome!”


Todo militar sonha com o futuro de seus filhos. Quer vê-los estudando nos melhores colégios. Quer pagar-lhes cursos de línguas, natação. Projeta, como prêmio ao completar os quinze anos, ou ao entrar na faculdade, dar-lhes uma viagem a um parque temático nos EUA, ou uma bolsa de estudos na Europa.

Outra preocupação é garantir a segurança da família, promovendo um pecúlio, que possa complementar a pensão ao falecer. A casa própria é a mais importante das preocupações; o que sempre procura realizar com um financiamento imobiliário. Além destas metas, quase nenhum outro sonho de ascensão social lhe apetece."
 

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