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GRUPO GUARARAPES

SINAIS EXTERIORES DE CAUTELA

 

Até algumas semanas passadas, a primeira página do jornal que assinamos, trazia  um significativo número de manchetes de notícias da política nacional. Já na semana passada, notei que só as mais importantes ao governo, ganhavam destaque.

            No jornal de hoje, 19/ 01/ 2006, nem Lula apareceu inaugurando “qualquer coisa”, em canto nenhum. Só o que mereceu destaque, foi o futebol. Feliz o país, em que TUDO anda às mil maravilhas, onde a única preocupação é a vitória TAMBÉM na próxima Copa Mundial.  No entanto, para um(a) leitor (a) mais atento (a), mais preocupado (a) com a situação  da “política doméstica” nacional, essa mudança não pode ser sem alguma intenção.  No caso, só pode ser “sinais exteriores de cautela”.

            Alguém pode perguntar: “cautela por que”? Enquanto o desgoverno estava entregue à “guarda pretoriana do PT”,  praticamente nas mãos de militantes  ou simpatizantes dignos de confiança, os neófitos governantes ainda estavam curtindo a tomada do PODER.  Como conseqüência, a imprensa gozou, pode-se dizer, de considerável autonomia. A censura era branda, pois o governo não considerava erradas as besteiras que cometia.

            Mas, com a contínua e desastrada sucessão de atitudes resultantes de absoluta INCOMPETÊNCIA da máquina administrativa, mais de uma alternativa foi estudada para “disciplinar” a imprensa. Parte de jornalistas e intelectuais, não comprometidos com a pérfida ideologia que norteia o desgoverno, protestou e impediu que a censura completa, fosse instalada na imprensa nacional.

            Enquanto vigorava essa relativa liberdade, o país ficou sabendo dos desmandos do Executivo e Legislativo, aqui e acolá apoiados por alguém do Judiciário, nos mais variados setores  da administração e comportamento de seus componentes. O país ficou sabendo das faraônicas viagens pelo mundo afora, do então tido como “estadista’, o presidente. Ficou sabendo também, das gafes  cometidas, conseqüência do seu despreparo para o cargo.

            Um exemplo bem claro, sem nenhuma sombra de dúvida que ALGO havia mudado, foi a “cassação” do destemido jornalista Boris Casoy, com seu corajoso jornal em horário nobre, e sua frase bordão: “Isso, é uma vergonha!” E por último, talvez já sentindo a imperiosa pressão à sua atitude, um novo bordão: “Está tudo combinado”.

Com a implantação das CPIs, trazendo à luz do dia o que é realmente  o efetivo parlamentar, os inquilinos das Torres Gêmeas do Planalto, a “pretendida” inocência do presidente, houve como que um despertar da população que estava ainda em transe, com a DESESPERANÇA sofrida.

A partir do fim do recente ano que passou, com a explícita e indisfarçável arrancada à reeleição do presidente, a afoiteza dos políticos para não perderem as benesses, alguém deve ter “acordado” para a euforia prematura, e alertado que era necessário ir “mais devagar com o andor”. A mudança foi visível e imediata.

Até as visitas de governos “hermanos kamaradas”, só são comentadas nas páginas centrais. As manchetes da primeira página sobre assuntos do governo, são discretas, curtas, dando lugar a grandes fotografias coloridas explorando o turismo ou jogadores de futebol. Aliás, esse parece ser o assunto preferido do presidente e alguns “hermanos”.

A imprensa que antes se prestava para evidenciar os inequívocos  “sinais exteriores de riqueza e progresso “, hoje por imposição ou prudência, está mostrando apenas, SINAIS EXTERIORES DE CAUTELA. Dela e do governo.     

            GLACY CASSOU DOMINGUES – GRUPO GUARARAPES FEMININO.

                                   Fort.19/ 01/ 2006 .      agadomingues@fortalnet.com.br

 

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