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É NÓISH NA FITA !

OLHA A IDELI AI GENTE !!!
BRIGANDO PARA ESCLARECER AS COISAS...


Enviada por: Senadora Ideli Salvatti - Em 06-10-2005

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----- Original Message -----
Sent: Thursday, October 06, 2005 7:44 PM
Subject: Re: Olha a Ideli ai gente !!! BRIGANDO PARA ESCLARECER AS COISAS... :o))
 Esta é uma Senadora trabalhando !!!
Vamos publicar e divulgar com prazer.
O que eu quero ver, é quando o Grande Chefe
vai responder e perder o seu posto. :o))
Com essa blindagem desde o terceiro escalão,
ao segundo e ao primeiro, tanto na entidade quanto
no governo, vai ser difícil !!!  :o))
Eu já sentei a ripa quando vi injustiças e publico reclamações...
Então, por justiça, busco o reconhecimento quando alguém merece.
Alguém tem que fazer andar essa coisa que tanto anda irritando o povo. 
Que essa sua atuação merece ser elogiada, MERECE SIM !!!
Parabéns Senadora Ideli Salvatti !!!
Heraldo Lage
Amigos Verso & Prosa
http:/www.hlage.com
 
 
----- Original Message -----
Sent: Thursday, October 06, 2005 1:41 PM
Subject: RES: Olha a Ideli ai gente !!! PLANALTO BARRA QUEBRA DE SIGILO !!!

 
Coisas da Política

 
Mauro Santayana - Jornal do Brasil

 

Mr. Opportunity

Salvo o ácido libelo da senadora Ideli Salvati, os parlamentares que ouviram anteontem o banqueiro
Daniel Dantas se comportaram como acanhados admiradores do new tycoon. A nação assistiu, pela televisão,
à expressão exata do temor que o poder do dinheiro impõe à maioria dos políticos. Não parecia que se
encontrava, ali, um homem acusado de vários delitos financeiros, com seu escritório vasculhado pela Polícia,
e respondendo a processos judiciais em tribunais do Brasil e do exterior. A atitude de muitos deputados e
senadores, diante de Mr. Opportunity, mais se ajustaria a eventual depoimento de algum respeitável prelado da Igreja.

Não vem ao caso que o brilhante aluno de Mário Simonsen tenha aprendido mal a nossa língua pátria e conjugue
o verbo intervir como se fosse o verbo interver: afinal, números são números, e letras são letras. O que vem
ao caso é que o privilegiado financista não necessitava de hábeas-corpus: ele estava garantido pela vassalagem
que o dinheiro assegura. Como não havia grande interesse em ouvi-lo para valer, petistas e tucanos, sob o
estímulo astuto do PFL, trocaram insultos, para que não se chegasse a fundo nas investigações. Tanto os
defensores do governo passado como os defensores do atual governo - salvo, bem se registre, a atitude corajosa
da senadora por Santa Catarina
- não queriam provocar o depoente a dizer o que sabe.

Os tucanos fingiram que não ouviram, quando Daniel Dantas acusou o governo passado de obrigar os fundos de
pensão a negociar com os italianos a venda da rede telefônica gaúcha. Se alguém quisesse, poderia obter mais
informações sobre os acordos e desacordos de Dantas com o governo de Fernando Henrique. Mas havia, para
conter os governistas de hoje, as suspeitas de envolvimento de ministros do PT nas pendências de Daniel Dantas.
Houve outro momento perdido. O banqueiro explicou, do ponto de vista da especial ética de suas atividades, a
entrada do Bradesco nos negócios de privatização, depois de o banco ter sido avaliador de empresas estatais
durante o processo. Segundo ele, essa participação estava - no limite - da legalidade. Como se vê, ele e
Ricardo Sérgio (lembram-se do - limite da irresponsabilidade -, captado em grampo no BNDES?) são hábeis
geômetras e fixam os limites morais nas coordenadas de seus próprios interesses.

Faltou também quem indagasse de Dantas sobre os seus negócios em Minas. Se não fosse Itamar Franco, a Cemig 
estaria hoje sob seu controle, como esteve antes, em sua situação de sócio especial dos investidores americanos.
Ele esteve à vontade. Descobriu que poderia deixar as preocupações ao lado, e aguardar, tranqüilo, que as coisas
chegassem ao fim. Só houve um momento de desconforto pessoal: quando se sentiu mal. Talvez pela primeira vez
na vida tenha passado fome - mas mãos prestimosas o acudiram imediatamente. Não deu para que ele soubesse
exatamente o que sentem os famintos crônicos. Dantas soube aproveitar o mal-estar: dele se valeu para
pedir e obter o encerramento da reunião.

Por mais intimidados se comportassem os admiradores de Daniel Dantas, o depoimento, em suas evasivas, mostrou
as fímbrias de uma conspiração de tecnocratas, políticos, banqueiros, grandes lobistas e homens de grandes
negócios, durante o governo passado, para se apossar do patrimônio nacional. Em que pese a frustração desse
comparecimento do financista às duas CPMIs, o país pode ter esperanças de que o processo investigatório prossiga.
Se a tropa de choque que o defende não impedir a aprovação do requerimento da senadora Ideli Salvati,
os parlamentares conhecerão os arquivos do Opportunity, apreendidos pela Polícia Federal e lacrados por ordem
da Justiça.

É até mesmo provável que, nesses arquivos secretos, se possa saber mais por que o banqueiro foi o escolhido para
coordenar todo esse processo, juntamente com Mendonça de Barros, Pérsio Arida, André de Lara Resende e Elena
Landau, do qual todos se beneficiaram, uns mais, outros menos.
 

 
 

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