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LULA CONTRA A NAÇÃO


Enviada por: Plínio Sgarbi

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Lula contra a nação
por Ipojuca Pontes em 11 de outubro de 2005

Resumo: Nenhum presidente da República, vivo ou morto, conseguiu avacalhar tanto o Brasil. Lula bateu todos os recordes, e para “nos salvar”, conseguiu corromper todo o tecido político, institucional e administrativo do País.

© 2005 MidiaSemMascara.org

 

Desde a cerimônia da posse, tenho acompanhado o governo de Luiz Inácio Lula da Silva com a obstinação similar a de um touro diante do pano vermelho. Acreditem, já perdi longas horas dos últimos três anos observando os passos presidenciais - deixando de lado, é claro, o tempo que gastei assistindo a formação do mito. De fato, a cada dia, tenho visto e anotado seus discursos oportunistas, suas viagens dispendiosas e inúteis, os eventos populistas marcados pelo ritual calculado de oferta e uso de batas e bonés, os banquetes fartos de mentiras e compromissos duvidosos, as aparições em festas juninas encenadas a caráter para o consumo da patuléia ignara, o futebol grosseiro e sem graça da Granja do Torto, etc. Em suma, tenho testemunhado com certa aflição os momentos vividos da pura mistificação, deboche e até mesmo do medo genuíno estampado nas fisionomias vulgares dos atuais ocupantes do Planalto, sem falar, é claro, na atenção que presto ao andar trôpego do presidente que, dependendo da pompa ou circunstância, se mostra toscamente inebriado ao lado dos “companheiros de viagem”.                        

Sem falsa modéstia, sou um observador esforçado. E, como diria o grande Scott Fitzgerald, um olho atento aprende a localizar onde é que se mistura água no leite, a areia no açúcar, onde o seixo do Reno se transforma em diamante e o estuque imita a pedra. Ademais, fui crítico de cinema durante anos, entrevistador de televisão e repórter especial com dezenas de viagens nacionais e internacionais; mais que isso, realizei dúzia de filmes, atividade dispendiosa que exige atenção redobrada e que, se o sujeito não tem olho clínico ou pronta capacidade de percepção (o caso de Cacá Diegues, por exemplo), ou perde o emprego ou leva o produtor à falência. Para completar o rosário, sendo filho de enfermeira do interior da Paraíba, com dez irmãos (todos mortos), para sobreviver na selva, fui obrigado a conviver ao longo dos anos com todo tipo de gente, camponeses, operários, empresários, estudantes, marginais, prostitutas, comunistas (em especial), artistas, políticos, burocratas e vagabundos. Por conseqüência, vi e ouvi muito, até chegar à pasta nacional da Cultura, na fantasiosa Brasília - terra de nenhum santo e de todos os pecados - sem prestar vassalagem a ninguém. Assim...

Assim, com o esforço de quem observa com razoável dose de discernimento o que se processa na vida política nacional, posso assegurar aos leitores que Luiz Inácio Lula da Silva, ora exercendo o cargo de presidente da República, se constitui hoje na essência acabada do falso presidente, travestido no politiqueiro contumaz que corteja a irresponsabilidade para se aferrar no Palácio do Planalto, antes de tudo - e o mais nocivo - para compensar (freudianamente) a inferioridade de quem se reconhece despreparado. Por isso, nada menos, trai a confiança da nação, tornando-se um ser instintivamente predatório, a imaginar-se cumprindo o papel de “pièce de résistance” do comunismo terceiro-mundista em luta contra o imperialismo ianque – no que é acompanhado por vasta legião de sugadores de impostos que trata de, em nome de um “futuro possível”, usufruir as benesses do presente. Sim, a essa altura do campeonato não há mais o que duvidar: Lula da Silva, o doutor Fausto do ABC, falastrão contumaz, com o seu barrigão protuberante e olhar anestesiado, por força da ação irracional que alimenta a ambição recalcada, transformou-se numa ameaça a nação.     

(No momento em que escrevo estas linhas, vejo Lula, o condecorador (com a Ordem do Rio Branco, em cerimônia no Itamaraty) de Severino Cavalcanti, afrontar qualquer resquício de decência afirmando que os deputados do PT, indiciados para cassação por uso de dinheiro fraudulento, merecem a sua total solidariedade, isto dois meses depois de se dizer “traído” pelos respectivos indiciados, acrescentando, em seguida, com dose cavalar de cinismo, que, assim, “estamos dando uma lição para o mundo”).

Com efeito, nenhum presidente da República, vivo ou morto, conseguiu avacalhar tanto uma nação (ou, vá lá, um projeto de nação). De Deodoro até FHC, Lula bateu todos os recordes: em pouco mais de trinta meses, para “nos salvar”, conseguiu corromper todo o tecido político, institucional e administrativo do País, em especial, comprando votos, permitindo negociatas, gerindo, ele próprio, o aparelhamento do Estado, com fins notoriamente subversivos.    

Governando com tais propósitos, quem sabe de acordo com projeto longamente acalentado, Luiz Inácio Lula da Selva permite o fomento da corrupção moral no seio da sociedade e induz a imersão do povo no completo barbarismo. Na verdade, é o que se desenrola diante dos olhos perplexos de quem quiser ver. Hoje, até mesmo no cotidiano mais insignificante, tem-se uma tribo a cultivar preconceitos e a incentivar conflitos estúpidos e vulgaridades de toda espécie. Sob o império da dissolução, inculcou-se no inconsciente coletivo a avidez e a malicia como valores supremos e fundamentais. Veja-se o caso do MST, por exemplo: a pretexto de se fazer à reforma agrária, sem dúvida necessária, uma quadrilha organizada promove com rigor e método, a cada momento, invasões sangrentas, assaltos a prédios e cofres públicos, utilizando marginais e vadios como massa de manobra regiamente paga com o dinheiro do contribuinte, tudo sob o olhar omisso (ou conivente) do próprio governo. É pouco?

Sim, Lula da Silva, na Presidência, por ignorância, ambição ou por se acreditar acima do substrato humano comum, está armando contra a nação brasileira. Resta saber agora quando a nação vai se insurgir contra Lula. Se é que vai.

 
O autor é cineasta, jornalista, escritor e ex-Secretário Nacional da Cultura
 
 

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