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Enviada por: Cel. Taneo

OPERAÇÃO TABAJARA

 
Repasso para o vosso deleite....

TC

Tales Alvarenga  na VEJA de 09/11/2005
Operação Tabajara

"Ao contrário dos parlamentares que
querem bater em Lula, eu só quero lhe
fazer uma pergunta: Lula, para que V. Exa.
quer se candidatar à reeleição?"


Clóvis Rossi, o colunista pé-de-boi da Folha de S.Paulo, descreveu a doação de dólares cubanos à campanha de Lula como uma operação das Organizações Tabajara. Desastrada demais para ser verdadeira. O achado cômico de Rossi é tão irresistível que foi copiado dois dias mais tarde por Tereza Cruvinel, a original colunista do jornal O Globo. Também vou copiar os dois colunistas, expandindo-os. Todo o governo Lula, desde o primeiro dia, tem sido uma gigantesca Operação Tabajara. As histórias divulgadas sobre a ação dos petistas são tão porcas que parecem sempre inverossímeis (COM OS DEVIDOS PEDIDOS DE DESCULPAS AOS PORCOS. SÃO PORCOS, MAS HONESTOS.atn ). Dias depois, são confirmadas em todos os detalhes.

A Operação Tabajara de Marcos Valério é só um dos exemplos. O carequinha chegou à CPI e explicou que tomou milhões emprestados em banco e repassou ao PT. O Brasil não veio abaixo às gargalhadas porque o assunto era sério demais. Na semana passada, o truque foi explicado pelas CPIs. Não havia empréstimos bancários. O dinheiro que acabou no bolso dos petistas foi roubado de estatais.

Não acho, porém, que a desonestidade seja o maior problema do governo petista. Valeria a pena pagar honestamente ao PT todo o dinheiro que ele surrupiou do Estado em troca de um governo petista de alta competência. Mas, mesmo que quisesse, o PT não poderia produzir um governo competente. A mediocridade faz parte do DNA do partido e da esquerda em geral. Frei Betto, o conselheiro espiritual de Lula, diz que o PT desmoralizou a esquerda. Não, o PT apenas escancarou como a esquerda é no poder.

Ao contrário dos três parlamentares que querem bater em Lula, eu só quero lhe fazer (delicadamente) uma pergunta: Lula, para que vossa excelência quer se candidatar à reeleição?

Lula chegou ao governo com o que aprendeu na vida sindical. Sua fórmula de resolver as coisas consiste naquilo que ele chama de "sentar e conversar". Você já observou como Lula repete que vai sentar com as pessoas com quem precisa negociar alguma coisa? "Preciso sentar com o Bush", "Preciso sentar com o Putin". Com todo o respeito, trata-se de um governo anatômico. Suas duas grandes ferramentas políticas são as nádegas e as cordas vocais.

No sindicato, os dirigentes prometem mundos e fundos aos peões e, depois, "sentam-se" com os representantes das empresas até arrancar a cota de sempre. O mecanismo é esse, e Lula o reproduz no Palácio do Planalto. Na campanha eleitoral e no primeiro ano de governo, Lula prometeu 10 milhões de novos empregos, prometeu o maior programa social que este país já conheceu, acenou com o combate à fome no mundo, ameaçou fazer uma aliança com os países em desenvolvimento para dobrar os joelhos das potências mundiais nas negociações de comércio. Eram apenas bravatas. O problema é que Lula não pode mais fazer greve se suas fantasias não são atendidas.

Uma boa equipe poderia ter salvo o governo Lula. Ele não a tem. A única idéia exeqüível que saiu dessa gente foi a transposição do Rio São Francisco, que vem sendo discutida há uma eternidade e sempre foi reprovada porque é lesiva ao meio ambiente. Servirá como uma luva para fazer concorrências bilionárias e chamar Delúbio Soares e Marcos Valério para comandá-las.
 

 
 

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