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Enviada por: Carlos Fogaça

REJEIÇÃO DEFINIRÁ ELEIÇÃO PRESIDENCIAL
Carlos Dirnei Fogaça Maidana - Advogado

 

É temerário, hoje, projetar um resultado para as eleições para Presidente da República, em outubro, até mesmo porque somente agora o quadro começou a tomar contornos mais nítidos, com a definição do candidato do PSDB para contrapor o Lula.

Muitas ações serão implementadas até o pleito e, em igual número, reações irão ocorrer, tudo para aguçar a capacidade de avaliação e decisão do eleitor.

Os institutos de pesquisas já iniciaram o processo de quantificação das opiniões que evoluirá até outubro, numa espécie de revisão de dados a cada período, acompanhando par-e-passo o pensamento da sociedade.

Nesta primeira avaliação em que está definido o candidato do PSDB, o Data Folha anunciará um resultado capaz de agradar os dois candidatos que lideram a preferência popular.

Para o candidato recém lançado, Geraldo Alckmin, do PSDB, a pesquisa dará o alento dizendo do seu crescimento de 6% e, para o candidato a reeleição, Luis Inácio Lula da Silva, do PT, a garantia da estabilidade e, por conseguinte, a certeza da vitória, se tudo continuar como está.

Todos ficarão satisfeitos!

No entanto, numa análise mais acurada dos resultados, encontraremos um dado significativo, para não dizer o mais importante da pesquisa, que é capaz de decidir uma eleição e que os redatores, por razões que desconheço, ignoram. É o índice de REJEIÇÃO. Este dado em uma pesquisa é o mais significativo porque decide um pleito; de todos é o mais previsível dos dados, não costuma diminuir, aliás, a tendência é aumentar.

Dessa maneira, se considerado este dado como de fundamental importância para uma projeção mais consistente, as campanhas terão novos contornos e os resultados terão outros valores.

Se é verdade que a rejeição não tem tendência de queda, muito antes pelo contrário, tem de crescimento, e ela é parte integrante e decisiva no resultado de uma eleição, porque não subtrair este índice do todo? Os cientistas políticos e os estatísticos que não consideram a evolução histórica das eleições contestarão! Mas só fazem isso porque nunca se detiveram em analisar com profundidade o efeito decisivo do fator rejeição nas eleições passadas.

Se feita a subtração do eleitorado potencialmente negativo (aquele que não vota no candidato), os 19% que separam Lula de Alckmin cai para 8,8%, o que é, sem dúvida nenhuma, um índice significativo, para não dizer decisivo, já que Lula manteve-se em campanha desde a última eleição, enquanto Alckmin recém escolhido, mesmo amargando uma desgastante disputa interna, se mostra em franco crescimento.

E ainda, nunca, ninguém, com 33% de rejeição obteve sucesso na urna, portanto, não encontro nenhum motivo para dizer que Alckmin não será o futuro Presidente da República, pois estes e outros argumentos, convergem para a sua eleição.

* Advogado

 

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