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Enviada por: Pedro Paulo

RESPOSTA AO NEWSLETTER Nº 404
Pedro Paulo Rocha

 
Sr. Jornalista Vitor Vieira
No seu newsletter nº 404 o senhor cometeu dois equívocos grosseiros e imperdoáveis.
O primeiro, ao se referir ao Cel. Ubiratan, afirmando que ele "mandou matar no presídio Carandirú" e criticar a lúcida decisão dos desembargadores, que concluíram que ele "apenas cumpria ordens".
Essa opinião é da maior parte da população, tanto que o elegeram para a Câmara de S. Paulo com um número apreciável de votos.
Essa sua infeliz posição incita os criminosos apenados a promoverem revoltas e quebra-quebras nos presídios e a se tornarem cada vez mais atrevidos. No Brasil, a complacência com os bandidos colocou o nosso país como recordista em criminalidade e cria condições para que delinqüentes como Fernandinho Beira Mar se considerem acima da lei e poderosos suficientes para mandar matar diretores de presídios que lhes cortem as regalias, sem que nada lhe aconteça.
Antes que essa sua mentalidade infeliz se propagasse, tipos como Beira Mar eram eliminados, para tranqüilidade da população, como ocorreu com o famoso Cara de Cavalo.
Agora imagine você, como poderia o Cel Ubiratan executar a ordem que recebeu, de acabar com uma rebelião de marginais, contando com apenas pouco mais de uma centena de policiais para dominar mais de um milhar de criminosos perturbados e capazes de tudo, como demonstram ao degolar seus próprios companheiros de prisão. Queria que entrassem lá oferecendo biscoitinhos para os alucinados rebelados?
O segundo, ao defender um ladrão, tomando novamente o partido de criminosos, ao criticar troca de e-mails do Grupo Pão de Açúcar informando que o referido padeiro havia cometido furtos. Tal informação evitaria que ele continuasse a cometer o mesmo delito.
Essa infeliz mentalidade sua e de certos juízes já me provocou revolta quando eu prendi um assaltante que atacara minha esposa com uma faca para roubar seu walk-man, numa praia do Rio. No julgamento, o juiz afirmou que o sujeito, que nunca tivera um emprego e não provara que tivesse qualquer ocupação durante sua vida, era um coitado, vítima da sociedade, e que nós éramos seus algozes e deveríamos nos envergonhar de submeter o coitado a um tal vexame. E mandou soltar o assaltante Bruno Rezende de Morais, que dias depois se atreveu a desfilar na frente da minha casa, com um cúmplice, apontando para nós com um ar de mofa e desafio. Diante do que eu, revoltado, desci armado e lhe disse na cara:
- Se você passar aqui de novo, eu tenho recursos e posso pagar para que um colega seu acabe com sua vida.  
Diante do que ele nunca mais apareceu.
É por tal posição em favor de criminosos que hoje nem se pode mais sair nas ruas sem estar sob perigo de vida.
É lamentável que divulgue opiniões tão equivocadas como essa, que desmoraliza o seu newsletter. Eu diria que é você que se "rendeu ao charme do esquerdismo infantilóide", como afirma em outro ponto.
E, francamente, se seu objetivo é assumir tais posições, eu lhe agradeceria que tirasse meu nome de sua lista, pois para mim bandido bom é bandido morto.
Abaixo transcrevo a sua infeliz e ridícula nota que deu motivo ao meu protesto.
Pedro Paulo Rocha - Eng./MSc/Econ./Prof.
Curitiba
 
 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ANULA JULGAMENTO E CONDENAÇÃO DO COMANDANTE QUE MANDOU MATAR NO PRESÍDIO CARANDIRU
 

Não adianta, parece que não há mesmo mais Justiça no País. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu, ontem, por 20 votos a 2, anular o julgamento que condenou o coronel Ubiratan Guimarães a 632 anos de prisão pela morte de 111 presos na operação de invasão do presídio do Carandiru, em outubro de 1992. Inacreditavelmente, os desembargadores paulistas disseram o coronel Ubiratan Guimarães apenas cumpria ordens. Isso foi o que também disseram os nazistas no julgamento de Nuremberg. E os militares argentinos que promoveram uma guerra contra seu povo na última ditadura.

 

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