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Relatório Alfa - Aldo Novak

DESCUBRA O QUE NEM TODOS QUEREM QUE VOCÊ SAIBA
R E L A T Ó R I O A L F A http://www.relatorioalfa.com.br
Os dados deste relatório são de responsabilidade de seus autores e o crédito das informações pertencem a eles
 
  A VERDADE SOBRE O PERIGO DOS TRANSGÊNICOS

Fonte: Partido Verde de Minas Gerais - 8/11/2003 03:42:36

 
 

Em respeito aos mais de trezentos mil leitores do Relatório Alfa, que acreditam que os artigos publicados contém informações confiáveis, o jornalista Aldo Novak exigiu esta analise sobre o texto apresentado por oito (8) cientistas do mais alto nível, PhD, que reuniram-se para avaliar e contestar o texto "Transgênicos: a mutação do consumidor".

Críticas são sempre muito bem vindas, analiso cuidadosamente cada um dos e-mails que recebo e busco entender o que é exposto. Afinal: "todo dia aprendemos coisas novas" e a crítica é o meio da auto-avaliação. Principalmente quando partem de tão conceituados pesquisadores.

Checar a referência bibliográfica citada em textos científicos é algo distante da realidade de muitos leitores do Relatório Alfa, por vezes até mesmo para pesquisadores que não encontram os originais. Ao levantar uma pesquisa bibliográfica é comum encontrar informações totalmente opostas, conflitantes, porém ambas criadas com bases sólidas. No campo dos transgênicos isto é muito comum. Esta é a razão de tantas informações contraditórias.

Discutem os doutores, brigam os políticos, chovem informações contraditórias por todo lado, grupos pequenos desafiam os grandes, países trocam ameaças. O que pedem as organizações e associações ligadas à Campanha por um Brasil livre de Transgênicos é a liberdade de esperar os resultados de toda esta grande polêmica bem distante dos potenciais perigos, citados por alguns e contestados por outros, dos organismos mutantes.

Isso é chamado de moratória, um tempo prudente para um maior avanço da ciência e tecnologia.

Por: Ventura Barbeiro

NOTA DO EDITOR: Se você não leu os textos anteriores, leia-os para entender este debate:
Como tudo começou: texto original sobre os transgênicos, publicado pelo Relatório.

Link abaixo:

Transgênicos e a Mutação do Consumidor

http://www.relatorioalfa.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=168 

Réplica publicada pela Embrapa, respondendo a uma requisição da Câmara dos Deputados
EMBRAPA CONTESTA RELATÓRIO ALFA

http://www.relatorioalfa.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=206

Tréplica escrita por Aldo Novak sobre ataques referentes ao Relatório Alfa
EMBRAPA CHAMA OITO PHDS PARA TENTAR
PROVAR QUE RELATÓRIO ALFA ERROU. E FALHAM
http://www.relatorioalfa.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=234 


T r é p l i c a
Agora vamos tratar do ataque feito pelos cientistas ao texto publicado pelo Relatório Alfa.

Resumo:

1- Críticas pessoais
2- Vantagens competitivas do Brasil não transgênico
3- Patente genética
4- Diferença entre melhoramento genético e modificação genética
5- Showa Denko e o triptofano
6- Milho Star Link
7- Promotor CaMV35S
8- Soja do Rio Grande do Sul
9- Lei de biossegurança
10- Conclusão


1- Críticas pessoais
A simplificação e generalização de alguns termos, no texto publicado pelo Relatório, foi proposital em respeito ao leitor, com as mais diferentes qualificações. Afinal um excelente advogado, um músico virtuoso, o matemático genial, o analista de sistemas não tem a obrigação de conhecer termos como código genético, polinização, homologia, filogenética, replicação, transcrição e outros. Comparar o código genético com a receita de um ser vivo, omitir nome latinos de espécies, tem o objetivo de facilitar a compreensão por alguém da área de humanas ou exatas.

As pessoas cadastradas na plataforma Lattes do CNPq são aquelas que partiram para a carreira acadêmica, buscando os graus de mestrado ou doutorado. Não estou inscrito no CNPq pelo simples fato de não optar pela pós-graduação, sou engenheiro agrônomo, portanto inscrito no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA).

Não criei um texto original e inédito de uma revolucionária pesquisa. Usei citação de vários artigos de cientistas internacionais, com os devidos graus de doutorado em seus países. Muitos cientistas publicaram informações contra o uso irresponsável dos transgênicos, o meu esforço foi a tradução destes textos do "cientifiquês-inglês" para o "popular-português" e a ordenação de forma lógica.

Os argumentos contestados pelos oito (8) pesquisadores brasileiros não são argumentos jornalísticos do Relatório Alfa, ou mesmo meus, mas sim argumentos de pesquisadores com os mais altos graus acadêmicos de diversos países.

Os comentários de contestação produzido pela equipe de cientistas não desmentem as informações do texto publicado pelo Relatório Alfa, apesar de fazer uma interpretação oposta. Pelo contrário, confirma a existência dos problemas com a saúde humana e a imensa polêmica e contradições encontrada no mundo científico e em suas publicações, sobre este tema.

Diante de tantas contradições entre cientistas de renome e das mais altas graduações acredito ser coerente lançar mão da mais valiosa regra científica. O principio da precaução. Nada mais é que o "Na dúvida não ultrapasse" encontrado no trânsito.

Não existe intenção em bloquear as pesquisas ou proibir definitivamente as aplicações da biotecnologia. O que pedem cientistas, ambientalistas, políticos é mais conhecimento, mais avaliações independentes, mais informações, portanto mais tempo.

No Senado Nacional um projeto de lei aguarda avaliação. Ele pede uma moratória, um tempo seguro, um período de cinco (5) anos sem transgênicos para o avanço da ciência e novas informações. Ao mesmo tempo um projeto de lei aguarda na Câmara dos Deputados pedindo a liberação imediata e sem restrições, dos transgênicos; ao longo dos debates deste projeto até mesmo o capítulo sobre as punições foram retirados.

Pressionado por poderosos grupos, uma medida provisória passa por cima de todo o trabalho do legislativo e contradiz o compromisso assumido pelo atual governo durante a eleição, impresso em seu programa de governo.
Afinal, para que tanta pressa na liberação deste tipo de tecnologia no meio ambiente, se ainda há divergências?


2- Vantagens competitivas do Brasil não transgênico

Durante o seminário "Ameaça dos Transgênicos: Propostas da Sociedade Civil", segundo o jornal O Estado de São Paulo de 20/03/03, o especialista em mercados internacionais de grãos Dennis Kitch afirmou: "A União Européia e o Japão, grandes consumidores mundiais de alimentos, estão muito preocupados com a questão dos transgênicos. Eles buscarão alimentos em países livres de organismos geneticamente modificados e o grande fornecedor mundial poderá ser o Brasil, caso o embargo atual seja mantido".

Dennis Kitch ressalta que, neste ano, o Brasil deverá ultrapassar os Estados Unidos na exportação do complexo soja. Levantamentos da iniciativa privada mostram que as exportações brasileiras do complexo crescerão 30% em 2003, para US$ 7,78 bilhões, ante os US$ 7,2 bilhões previstos para os derivados de soja produzidos nos Estados Unidos.

Fonte:
http://www.estado.com.br/editorias/2003/03/20/ger011.html

Outros:
http://www.estado.com.br/editorias/2003/03/20/ger007.html
http://www.greenpeace.org.br/noticias.asp?NoticiaID=371 
http://www.greenpeace.org.br/noticias.asp?NoticiaID=341  

Os próximos números falam por si mesmo, mostram o impacto dos transgênicos nas exportações dos EUA e Canadá:

Original em:
http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/pdf/relatorio_mercado_20020610.pdf 

Em 1996 os EUA exportaram US$ 305 milhões em milho para a União Européia, em 1997 este valor reduziu para US$ 191 milhões, em 1998 caiu para US$ 35 milhões, em 1999 despencou para US$ 1 milhão. (Isto mesmo - UM). No ano de 2000 o volume exportado foi de US$ 8 milhões, mas com as novas regras européias (implantadas quando o Brasil firmou o combate ao transgênico ilegal) o volume da exportação norte-americanas de milho voltou a cair para US$ 2 milhões no ano de 2001.

Milho norte-americano - de: US$ 305 milhões em 1996 --> US$ 2 milhões em 2001 (Dados do USDA/FAS - FATUS, 10/05/02).

A canola (colza) canadense tem os números mais expressivos de todos, de 322 mil toneladas exportadas pelo Canadá, para a Europa, na safra 95/96 o número cai exponencialmente até a safra de 99/2000 para apenas 500 toneladas.

Canola canadense - de: 322 mil tons em 1996 --> 500 toneladas em 2000 (Fonte: Canola Council citando revista canadense).

O número das exportações de grão de soja para a União Européia antes dos transgênicos (ano de 1996)

Brasil -1996 - 3,1 milhões de toneladas
EUA - 1996 - 9,2 milhões de toneladas
Argentina - 1996 - 1,3 milhões de toneladas
e depois dos transgênicos (ano de 2000):
Brasil - 2000 - 6,8 milhões de toneladas
EUA - 2000 - 6,3 milhões de toneladas
Argentina - 2000 - 0,38 milhões de toneladas

(Fonte: European Statistic Office - EEC Special Trade since 1988, de 19/11/01)


3- Patente genética

No texto, a nobre equipe de cientistas ao contestar, confirmam claramente, com dados exatos, o problema da contaminação genética. Através da polinização (cruzamento sexual através do ar) uma cultura transgênica contamina uma cultura convencional.

As sementes das indústrias estão protegidas por longa data através dos híbridos. Híbrido não é transgênico, a contaminação genética de um híbrido não envolve questões de patentes. Um milho híbrido tem apenas genes de milho. Uma soja híbrida tem genes apenas de soja.

Mas não apenas de semente híbrida vive a agricultura brasileira. Existe as sementes criolas e a variedades. Universidades, a EMBRAPA, comunidade rurais, cooperativas produzem sementes não híbridas, sementes obtidas através do melhoramento genético tradicional que podem ser replantadas e reutilizadas pelo agricultor, reduzindo os custos de produção.

Aqui podemos ver a opinião do CREA-RJ sobre este tema: "Você vai comer na mão de alguém?"

http://www.crea-rj.org.br/Publicacoes/cartilhas/trans3/index.html

As sementes usadas em agricultura orgânica e agroecológica, que a cada ano cresce em volume de produção e área plantada, são, obrigatoriamente, produzidas pelos agricultores orgânicos. A semente deve ser não transgênica, não híbrida, buscando a sustentabilidade e independência do produtor de recursos externos à sua propriedade.

O uso dos transgênicos contaminaria toda esta produção de sementes livre de patentes, sementes livres para o uso, livre distribuição e livre alteração.

As sementes contaminadas por transgênicos passam a ser propriedade da indústria que detém a patente genética. A contaminação das sementes variedades destruiria a agricultura orgânica brasileira e todo o trabalho desenvolvido com sementes criolas e variedades.

Recentemente o jornalista Willian Clark, reproduzido por Pedro Dória e Márcia Peltier falando sobre as verdadeiras razões da guerra no Iraque, usou alguns dados econômicos interessantes. Estes dados ajudam a compreensão da necessidade estratégica da implantação dos transgênicos e suas patentes pelas empresas multinacionais americanas e ajuda também entendermos a razão da pressão norte-americana sobre os países para não criarem barreiras contra os transgênicos.

Fonte:
http://forum.webfin.com/dcforum/DCForumID1/8975.html  

Outro:
http://resistir.info/eua/pesadelo.html 

Em 2001 os EUA importaram US$ 427 bilhões a mais do que ganharam com as suas vendas ao exterior. Do ano de 1975 até 2001, os americanos acumularam um rombo em sua balança comercial de nada menos que US$ 3,653 trilhões. As remessas de estrangeiros residentes nos EUA para suas famílias também somaram uma quantia expressiva neste longo período: US$ 663 bilhões.

Um importante meio de conseguir cobrir o rombo é através da atuação das multinacionais americanas, que, de 1975 a 2001, enviaram para seu país de origem lucros de nada menos que US$ 1,3 trilhão.

Outro meio que utilizam para cobrir este rombo é a venda de serviços para o exterior, que acumularam US$ 945 bilhões no período, sendo US$ 339 bilhões apenas com direitos de patentes.

Assim podemos entender a relação que existe entre patente genética e a dominação dos mercados agrícolas mundiais para a economia norte-americana.

O Jornal do Comércio em 11/03/2003, publicou o texto: "Os Estados Unidos estão em busca de aliados para denunciar e contestar, na Organização Mundial do Comércio (OMC), a decisão da União Européia (UE) de restringir drasticamente a entrada de produtos geneticamente modificados (transgênicos). Pressionado pela indústria agrícola americana, que alega perdas de pelo menos US$ 275 milhões por causa das barreiras, o Governo Bush quer abrir mais uma frente de batalha contra a UE na OMC, informou ontem o jornal econômico espanhol Cinco Dias."


4- Diferença entre melhoramento genético e modificação genética

Na natureza, o forte sobrevive. Em uma população de uma mesma espécie existem grandes diferenças entre os indivíduos. Observem os gatos e os pássaros. Alguns são lentos e fracos, outros são ágeis, rápidos e fortes. Os gatos ágeis capturam os pássaros lentos. Portanto os pássaros fracos, lentos não conseguem se reproduzir. Os gatos ágeis e fortes tem longa vida e muitas crias, passam suas características para seus descendentes. Este mecanismo é a seleção natural.

Quando o ser humano elimina indivíduos que não interessa dentro de uma população (vegetais, animais) para forçar o predomínio de características de interesse econômico (produtividade, rusticidade, cor, sabor) está fazendo o melhoramento genético, uma técnica secular, que vem modificando a aparência e composição dos alimentos ao longo dos anos. Mas existem diferenças profundas entre melhoramento genético e a modificação genética através da engenharia genética.

Cinco (5) cientistas de quatro (4) países diferentes escreveram um texto que demonstra que o melhoramento genético convencional é algo absolutamente diferente da engenharia genética.

Leia o artigo em: http://www.psrast.org/diffbrd.htm 

Este artigo, destes renomados cientistas internacionais, vai contra o que afirmam os nossos cientistas brasileiros que contestam o texto do Relatório Alfa. Estes renomados cientistas, de quatro países diferentes, dizem exatamente o que afirmou o texto do Relatório. Cabe ao leitor estudar os argumentos de ambos os lados e tomar uma decisão.


5- Showa Denko e o triptofano

A questão principal é a produção de uma toxina mortal por um organismo transgênico, como foi confirmado pelos cientistas contestantes. Uma questão de referências. A empresa Showa Denko destruiu todo o lote de bactéria transgênicas impedindo a verificação da origem exata do problema, dificultando o trabalho da equipe de investigação e uma conclusão exata. A equipe de cientistas contestantes aponta uma referência, dentre centenas disponíveis, que aponta o problema de purificação. Em um artigo P. Raphals, na revista Nature (249) de 1990, mostra que a toxina mortal não esta presente nas bactérias não transgênicas.

Um texto do PhD John B. Fagan sobre o assunto pode ser encontrado em:

http://www.psrast.org/jftrypt.htm 

O problema de substâncias inesperadas aparecendo em organismos mutantes pode ser encontrado em um texto assinado por 10 cientistas, cinco com grau PhD. Trata sobre os perigos dos organismos transgênicos para a saúde humana.

Leia o artigo em: http://www.psrast.org/defknfood.htm 

A presença de substâncias inesperadas em seu prato é uma decisão sua, de empresas ou do governo? Esta é a razão da necessidade da informação no rótulo do produto, permitir o direito de escolha do consumidor.


6- Milho Star Link

No texto divulgado pela equipe de cientistas contestantes da Embrapa, a informação que nada foi provado é um bocado polêmica. Nada foi provado, mas o milho foi retirado do mercado assim mesmo? Isto é a prova do perigo potencial desta planta modificada. Não contesta, mostra que as informações que descrevi estão absolutamente corretas e confirma o grande perigo da contaminação genética de lavouras convencionais.

Para aprofundar mais o assunto e mostrar a gravidade deste acidente transgênico, transcrevo as informações divulgada pela agência de noticias Associated Press em 06/02/03.

"Duas empresas de biotecnologia concordaram em pagar US$ 110 milhões para acabar com um processo iniciado por dois produtores que dizem ter sido prejudicados pelo medo dos consumidores quando o milho transgênico StarLink, não aprovado para consumo humano nos Estados Unidos, foi descoberto nos alimentos. Muitas companhias de alimentos organizaram recalls nacionais depois que o StarLink apareceu em produtos para consumo humano, como tortas e salgadinhos, em 2000. Na ação, os produtores que não plantaram StarLink alegaram que o fiasco atingiu todo o mercado de milho, especialmente as exportações.

Em 05/02, um juiz federal de Chicago aprovou preliminarmente o acordo entre os produtores e as empresas StarLink Logistics Inc., uma subsidiária da Aventis SA (a criadora do StarLink), e a Avanta USA, proprietária da empresa Garst Seed Co., distribuidora do StarLink. Os advogados dos produtores disseram que uma revisão do caso terá que ser feita antes da versão final do acordo.

"Este acordo representa um significativo avanço nos nossos esforços para concluir o assunto do StarLink.", disse o presidente da StarLink Logistics, John Wichtrich. (...)

O StarLink recebeu um gene de bactéria mortal para uma lagarta que ataca as lavouras de milho. A semente do StarLink foi aprovada em 1998 pela Agência Proteção Ambiental (EPA, em inglês) do governo americano para uso em ração animal, e não para consumo humano, pois havia dúvidas sobre uma proteína que poderia causar reações alérgicas.

Em 2002, a StarLink Logistics, a Garst e quatro indústrias de alimentos concordaram em pagar U$ 9 milhões a consumidores que disseram ter sofrido reações alérgicas depois de comer os produtos que continham o milho transgênico. Nenhum milho StarLink tem sido plantado desde os recalls."


7- Promotor CaMV35S
Todas as informações sobre o trecho CaMV35S estão anotados em dois textos de três (3) especialistas, a presidente do Institute of Science in Society, uma professora de genética da Inglaterra e um professor de fitotecnia no Canadá. O artigo tem o título "Promotor do Vírus do Mosaico da Couve-Flor - A receita de um desastre?".

Artigo em: http://www.i-sis.org.uk/camvrecdis.php 

E no artigo "Perigos de plantas contendo o promotor do vírus do mosaico da couve-flor"

Artigo em: http://www.i-sis.org.uk/camvrecdis.php 

O trabalho da equipe de Doefler, publicado no Proceedings of National Academy of Science USA em 1996, mostra claramente, de forma incontestável, o trecho de DNA de vírus, CaMV35S dentro das células das cobaias.

A semelhança entre este trecho CaMV35S e os vírus do HIV e Hepatite B é uma questão de interpretação dos valores das análises. O professor emérito Joseph E. Cummins da Universidade de Western Ontario, Canadá, acredita que existe esta semelhança e aponta riscos para a saúde humana.

Artigo em: http://www.psrast.org/jccamv.htm 

Diante da existência de informações opostas, escritas por renomados especialista do Brasil e do mundo, resta ao leitor estudar profundamente todos estes textos e chegar à sua própria conclusão.

8- Soja do Rio Grande do Sul

Dr. Judy Carman, PhD, professor da Universidade Flinders, da Austrália, escreve sobre os problemas de segurança com a soja transgênica RR, a mesma plantada no Rio Grande do Sul.

Artigo em: http://www.psrast.org/subeqau.htm 

Os problemas em outros países é abordado no texto "Sementes da Discórdia"

Em português (resumo):
http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/pdf/sementes_da_discordia-sumario_executivo.pdf


Em inglês (completo):
http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/pdf/seeds_of_doubt.pdf 

Texto "Soja transgênica é menos produtiva"

Em: http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/soja.doc 

Texto: "O gene Desconhecido"

Em: http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/gene.doc 


9- Lei de biossegurança

A lei de biossegurança brasileira realmente é uma das melhores do mundo. O Brasil é o único país do mundo onde o plantio e comercialização dos transgênicos esta suspenso por medida judicial. Mesmo com todos os esforços do governo passado, os atos inconstitucionais cometidos, a justiça brasileira fez cumprir a lei.

Todo o problema foi causado pelo fato que a indústria não elaborou o Estudo de Impacto Ambiental como é exigido pela Constituição Brasileira. Nenhuma providência foi tomada para proteger o consumidor e o meio ambiente, portanto o nosso judiciário federal atuou duramente.

Do Relatório Alfa


Em respeito aos mais de trezentos mil leitores do Relatório Alfa, que acreditam que os artigos publicados contém informações confiáveis, o jornalista Aldo Novak exigiu esta analise sobre o texto apresentado por oito (8) cientistas do mais alto nível, PhD, que reuniram-se para avaliar e contestar o texto "Transgênicos: a mutação do consumidor".

Críticas são sempre muito bem vindas, analiso cuidadosamente cada um dos e-mails que recebo e busco entender o que é exposto. Afinal: "todo dia aprendemos coisas novas" e a crítica é o meio da auto-avaliação. Principalmente quando partem de tão conceituados pesquisadores.

Checar a referência bibliográfica citada em textos científicos é algo distante da realidade de muitos leitores do Relatório Alfa, por vezes até mesmo para pesquisadores que não encontram os originais. Ao levantar uma pesquisa bibliográfica é comum encontrar informações totalmente opostas, conflitantes, porém ambas criadas com bases sólidas. No campo dos transgênicos isto é muito comum. Esta é a razão de tantas informações contraditórias.

Discutem os doutores, brigam os políticos, chovem informações contraditórias por todo lado, grupos pequenos desafiam os grandes, países trocam ameaças. O que pedem as organizações e associações ligadas à Campanha por um Brasil livre de Transgênicos é a liberdade de esperar os resultados de toda esta grande polêmica bem distante dos potenciais perigos, citados por alguns e contestados por outros, dos organismos mutantes.

Isso é chamado de moratória, um tempo prudente para um maior avanço da ciência e tecnologia.

Por: Ventura Barbeiro

NOTA DO EDITOR: Se você não leu os textos anteriores, leia-os para entender este debate:
Como tudo começou: texto original sobre os transgênicos, publicado pelo Relatório.

Link abaixo:

Transgênicos e a Mutação do Consumidor

http://www.relatorioalfa.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=168 

Réplica publicada pela Embrapa, respondendo a uma requisição da Câmara dos Deputados
EMBRAPA CONTESTA RELATÓRIO ALFA

http://www.relatorioalfa.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=206 

Tréplica escrita por Aldo Novak sobre ataques referentes ao Relatório Alfa
EMBRAPA CHAMA OITO PHDS PARA TENTAR
PROVAR QUE RELATÓRIO ALFA ERROU. E FALHAM
http://www.relatorioalfa.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=234 


T r é p l i c a
Agora vamos tratar do ataque feito pelos cientistas ao texto publicado pelo Relatório Alfa.

Resumo:

1- Críticas pessoais
2- Vantagens competitivas do Brasil não transgênico
3- Patente genética
4- Diferença entre melhoramento genético e modificação genética
5- Showa Denko e o triptofano
6- Milho Star Link
7- Promotor CaMV35S
8- Soja do Rio Grande do Sul
9- Lei de biossegurança
10- Conclusão


1- Críticas pessoais
A simplificação e generalização de alguns termos, no texto publicado pelo Relatório, foi proposital em respeito ao leitor, com as mais diferentes qualificações. Afinal um excelente advogado, um músico virtuoso, o matemático genial, o analista de sistemas não tem a obrigação de conhecer termos como código genético, polinização, homologia, filogenética, replicação, transcrição e outros. Comparar o código genético com a receita de um ser vivo, omitir nome latinos de espécies, tem o objetivo de facilitar a compreensão por alguém da área de humanas ou exatas.

As pessoas cadastradas na plataforma Lattes do CNPq são aquelas que partiram para a carreira acadêmica, buscando os graus de mestrado ou doutorado. Não estou inscrito no CNPq pelo simples fato de não optar pela pós-graduação, sou engenheiro agrônomo, portanto inscrito no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA).

Não criei um texto original e inédito de uma revolucionária pesquisa. Usei citação de vários artigos de cientistas internacionais, com os devidos graus de doutorado em seus países. Muitos cientistas publicaram informações contra o uso irresponsável dos transgênicos, o meu esforço foi a tradução destes textos do "cientifiquês-inglês" para o "popular-português" e a ordenação de forma lógica.

Os argumentos contestados pelos oito (8) pesquisadores brasileiros não são argumentos jornalísticos do Relatório Alfa, ou mesmo meus, mas sim argumentos de pesquisadores com os mais altos graus acadêmicos de diversos países.

Os comentários de contestação produzido pela equipe de cientistas não desmentem as informações do texto publicado pelo Relatório Alfa, apesar de fazer uma interpretação oposta. Pelo contrário, confirma a existência dos problemas com a saúde humana e a imensa polêmica e contradições encontrada no mundo científico e em suas publicações, sobre este tema.

Diante de tantas contradições entre cientistas de renome e das mais altas graduações acredito ser coerente lançar mão da mais valiosa regra científica. O principio da precaução. Nada mais é que o "Na dúvida não ultrapasse" encontrado no trânsito.

Não existe intenção em bloquear as pesquisas ou proibir definitivamente as aplicações da biotecnologia. O que pedem cientistas, ambientalistas, políticos é mais conhecimento, mais avaliações independentes, mais informações, portanto mais tempo.

No Senado Nacional um projeto de lei aguarda avaliação. Ele pede uma moratória, um tempo seguro, um período de cinco (5) anos sem transgênicos para o avanço da ciência e novas informações. Ao mesmo tempo um projeto de lei aguarda na Câmara dos Deputados pedindo a liberação imediata e sem restrições, dos transgênicos; ao longo dos debates deste projeto até mesmo o capítulo sobre as punições foram retirados.

Pressionado por poderosos grupos, uma medida provisória passa por cima de todo o trabalho do legislativo e contradiz o compromisso assumido pelo atual governo durante a eleição, impresso em seu programa de governo.
Afinal, para que tanta pressa na liberação deste tipo de tecnologia no meio ambiente, se ainda há divergências?


2- Vantagens competitivas do Brasil não transgênico

Durante o seminário "Ameaça dos Transgênicos: Propostas da Sociedade Civil", segundo o jornal O Estado de São Paulo de 20/03/03, o especialista em mercados internacionais de grãos Dennis Kitch afirmou: "A União Européia e o Japão, grandes consumidores mundiais de alimentos, estão muito preocupados com a questão dos transgênicos. Eles buscarão alimentos em países livres de organismos geneticamente modificados e o grande fornecedor mundial poderá ser o Brasil, caso o embargo atual seja mantido".

Dennis Kitch ressalta que, neste ano, o Brasil deverá ultrapassar os Estados Unidos na exportação do complexo soja. Levantamentos da iniciativa privada mostram que as exportações brasileiras do complexo crescerão 30% em 2003, para US$ 7,78 bilhões, ante os US$ 7,2 bilhões previstos para os derivados de soja produzidos nos Estados Unidos.

Fonte:
http://www.estado.com.br/editorias/2003/03/20/ger011.html

Outros:
http://www.estado.com.br/editorias/2003/03/20/ger007.html
http://www.greenpeace.org.br/noticias.asp?NoticiaID=371 
http://www.greenpeace.org.br/noticias.asp?NoticiaID=341  

Os próximos números falam por si mesmo, mostram o impacto dos transgênicos nas exportações dos EUA e Canadá:

Original em:
http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/pdf/relatorio_mercado_20020610.pdf 

Em 1996 os EUA exportaram US$ 305 milhões em milho para a União Européia, em 1997 este valor reduziu para US$ 191 milhões, em 1998 caiu para US$ 35 milhões, em 1999 despencou para US$ 1 milhão. (Isto mesmo - UM). No ano de 2000 o volume exportado foi de US$ 8 milhões, mas com as novas regras européias (implantadas quando o Brasil firmou o combate ao transgênico ilegal) o volume da exportação norte-americanas de milho voltou a cair para US$ 2 milhões no ano de 2001.

Milho norte-americano - de: US$ 305 milhões em 1996 --> US$ 2 milhões em 2001 (Dados do USDA/FAS - FATUS, 10/05/02).

A canola (colza) canadense tem os números mais expressivos de todos, de 322 mil toneladas exportadas pelo Canadá, para a Europa, na safra 95/96 o número cai exponencialmente até a safra de 99/2000 para apenas 500 toneladas.

Canola canadense - de: 322 mil tons em 1996 --> 500 toneladas em 2000 (Fonte: Canola Council citando revista canadense).

O número das exportações de grão de soja para a União Européia antes dos transgênicos (ano de 1996)

Brasil -1996 - 3,1 milhões de toneladas
EUA - 1996 - 9,2 milhões de toneladas
Argentina - 1996 - 1,3 milhões de toneladas
e depois dos transgênicos (ano de 2000):
Brasil - 2000 - 6,8 milhões de toneladas
EUA - 2000 - 6,3 milhões de toneladas
Argentina - 2000 - 0,38 milhões de toneladas

(Fonte: European Statistic Office - EEC Special Trade since 1988, de 19/11/01)


3- Patente genética

No texto, a nobre equipe de cientistas ao contestar, confirmam claramente, com dados exatos, o problema da contaminação genética. Através da polinização (cruzamento sexual através do ar) uma cultura transgênica contamina uma cultura convencional.

As sementes das indústrias estão protegidas por longa data através dos híbridos. Híbrido não é transgênico, a contaminação genética de um híbrido não envolve questões de patentes. Um milho híbrido tem apenas genes de milho. Uma soja híbrida tem genes apenas de soja.

Mas não apenas de semente híbrida vive a agricultura brasileira. Existe as sementes criolas e a variedades. Universidades, a EMBRAPA, comunidade rurais, cooperativas produzem sementes não híbridas, sementes obtidas através do melhoramento genético tradicional que podem ser replantadas e reutilizadas pelo agricultor, reduzindo os custos de produção.

Aqui podemos ver a opinião do CREA-RJ sobre este tema: "Você vai comer na mão de alguém?"

http://www.crea-rj.org.br/Publicacoes/cartilhas/trans3/index.html

As sementes usadas em agricultura orgânica e agroecológica, que a cada ano cresce em volume de produção e área plantada, são, obrigatoriamente, produzidas pelos agricultores orgânicos. A semente deve ser não transgênica, não híbrida, buscando a sustentabilidade e independência do produtor de recursos externos à sua propriedade.

O uso dos transgênicos contaminaria toda esta produção de sementes livre de patentes, sementes livres para o uso, livre distribuição e livre alteração.

As sementes contaminadas por transgênicos passam a ser propriedade da indústria que detém a patente genética. A contaminação das sementes variedades destruiria a agricultura orgânica brasileira e todo o trabalho desenvolvido com sementes criolas e variedades.

Recentemente o jornalista Willian Clark, reproduzido por Pedro Dória e Márcia Peltier falando sobre as verdadeiras razões da guerra no Iraque, usou alguns dados econômicos interessantes. Estes dados ajudam a compreensão da necessidade estratégica da implantação dos transgênicos e suas patentes pelas empresas multinacionais americanas e ajuda também entendermos a razão da pressão norte-americana sobre os países para não criarem barreiras contra os transgênicos.

Fonte:
http://forum.webfin.com/dcforum/DCForumID1/8975.html   

Outro:
http://resistir.info/eua/pesadelo.html 

Em 2001 os EUA importaram US$ 427 bilhões a mais do que ganharam com as suas vendas ao exterior. Do ano de 1975 até 2001, os americanos acumularam um rombo em sua balança comercial de nada menos que US$ 3,653 trilhões. As remessas de estrangeiros residentes nos EUA para suas famílias também somaram uma quantia expressiva neste longo período: US$ 663 bilhões.

Um importante meio de conseguir cobrir o rombo é através da atuação das multinacionais americanas, que, de 1975 a 2001, enviaram para seu país de origem lucros de nada menos que US$ 1,3 trilhão.

Outro meio que utilizam para cobrir este rombo é a venda de serviços para o exterior, que acumularam US$ 945 bilhões no período, sendo US$ 339 bilhões apenas com direitos de patentes.

Assim podemos entender a relação que existe entre patente genética e a dominação dos mercados agrícolas mundiais para a economia norte-americana.

O Jornal do Comércio em 11/03/2003, publicou o texto: "Os Estados Unidos estão em busca de aliados para denunciar e contestar, na Organização Mundial do Comércio (OMC), a decisão da União Européia (UE) de restringir drasticamente a entrada de produtos geneticamente modificados (transgênicos). Pressionado pela indústria agrícola americana, que alega perdas de pelo menos US$ 275 milhões por causa das barreiras, o Governo Bush quer abrir mais uma frente de batalha contra a UE na OMC, informou ontem o jornal econômico espanhol Cinco Dias."


4- Diferença entre melhoramento genético e modificação genética

Na natureza, o forte sobrevive. Em uma população de uma mesma espécie existem grandes diferenças entre os indivíduos. Observem os gatos e os pássaros. Alguns são lentos e fracos, outros são ágeis, rápidos e fortes. Os gatos ágeis capturam os pássaros lentos. Portanto os pássaros fracos, lentos não conseguem se reproduzir. Os gatos ágeis e fortes tem longa vida e muitas crias, passam suas características para seus descendentes. Este mecanismo é a seleção natural.

Quando o ser humano elimina indivíduos que não interessa dentro de uma população (vegetais, animais) para forçar o predomínio de características de interesse econômico (produtividade, rusticidade, cor, sabor) está fazendo o melhoramento genético, uma técnica secular, que vem modificando a aparência e composição dos alimentos ao longo dos anos. Mas existem diferenças profundas entre melhoramento genético e a modificação genética através da engenharia genética.

Cinco (5) cientistas de quatro (4) países diferentes escreveram um texto que demonstra que o melhoramento genético convencional é algo absolutamente diferente da engenharia genética.

Leia o artigo em: http://www.psrast.org/diffbrd.htm 

Este artigo, destes renomados cientistas internacionais, vai contra o que afirmam os nossos cientistas brasileiros que contestam o texto do Relatório Alfa. Estes renomados cientistas, de quatro países diferentes, dizem exatamente o que afirmou o texto do Relatório. Cabe ao leitor estudar os argumentos de ambos os lados e tomar uma decisão.


5- Showa Denko e o triptofano

A questão principal é a produção de uma toxina mortal por um organismo transgênico, como foi confirmado pelos cientistas contestantes. Uma questão de referências. A empresa Showa Denko destruiu todo o lote de bactéria transgênicas impedindo a verificação da origem exata do problema, dificultando o trabalho da equipe de investigação e uma conclusão exata. A equipe de cientistas contestantes aponta uma referência, dentre centenas disponíveis, que aponta o problema de purificação. Em um artigo P. Raphals, na revista Nature (249) de 1990, mostra que a toxina mortal não esta presente nas bactérias não transgênicas.

Um texto do PhD John B. Fagan sobre o assunto pode ser encontrado em:

http://www.psrast.org/jftrypt.htm 

O problema de substâncias inesperadas aparecendo em organismos mutantes pode ser encontrado em um texto assinado por 10 cientistas, cinco com grau PhD. Trata sobre os perigos dos organismos transgênicos para a saúde humana.

Leia o artigo em: http://www.psrast.org/defknfood.htm 

A presença de substâncias inesperadas em seu prato é uma decisão sua, de empresas ou do governo? Esta é a razão da necessidade da informação no rótulo do produto, permitir o direito de escolha do consumidor.


6- Milho Star Link

No texto divulgado pela equipe de cientistas contestantes da Embrapa, a informação que nada foi provado é um bocado polêmica. Nada foi provado, mas o milho foi retirado do mercado assim mesmo? Isto é a prova do perigo potencial desta planta modificada. Não contesta, mostra que as informações que descrevi estão absolutamente corretas e confirma o grande perigo da contaminação genética de lavouras convencionais.

Para aprofundar mais o assunto e mostrar a gravidade deste acidente transgênico, transcrevo as informações divulgada pela agência de noticias Associated Press em 06/02/03.

"Duas empresas de biotecnologia concordaram em pagar US$ 110 milhões para acabar com um processo iniciado por dois produtores que dizem ter sido prejudicados pelo medo dos consumidores quando o milho transgênico StarLink, não aprovado para consumo humano nos Estados Unidos, foi descoberto nos alimentos. Muitas companhias de alimentos organizaram recalls nacionais depois que o StarLink apareceu em produtos para consumo humano, como tortas e salgadinhos, em 2000. Na ação, os produtores que não plantaram StarLink alegaram que o fiasco atingiu todo o mercado de milho, especialmente as exportações.

Em 05/02, um juiz federal de Chicago aprovou preliminarmente o acordo entre os produtores e as empresas StarLink Logistics Inc., uma subsidiária da Aventis SA (a criadora do StarLink), e a Avanta USA, proprietária da empresa Garst Seed Co., distribuidora do StarLink. Os advogados dos produtores disseram que uma revisão do caso terá que ser feita antes da versão final do acordo.

"Este acordo representa um significativo avanço nos nossos esforços para concluir o assunto do StarLink.", disse o presidente da StarLink Logistics, John Wichtrich. (...)

O StarLink recebeu um gene de bactéria mortal para uma lagarta que ataca as lavouras de milho. A semente do StarLink foi aprovada em 1998 pela Agência Proteção Ambiental (EPA, em inglês) do governo americano para uso em ração animal, e não para consumo humano, pois havia dúvidas sobre uma proteína que poderia causar reações alérgicas.

Em 2002, a StarLink Logistics, a Garst e quatro indústrias de alimentos concordaram em pagar U$ 9 milhões a consumidores que disseram ter sofrido reações alérgicas depois de comer os produtos que continham o milho transgênico. Nenhum milho StarLink tem sido plantado desde os recalls."


7- Promotor CaMV35S
Todas as informações sobre o trecho CaMV35S estão anotados em dois textos de três (3) especialistas, a presidente do Institute of Science in Society, uma professora de genética da Inglaterra e um professor de fitotecnia no Canadá. O artigo tem o título "Promotor do Vírus do Mosaico da Couve-Flor - A receita de um desastre?".

Artigo em: http://www.i-sis.org.uk/camvrecdis.php 

E no artigo "Perigos de plantas contendo o promotor do vírus do mosaico da couve-flor"

Artigo em: http://www.i-sis.org.uk/camvrecdis.php 

O trabalho da equipe de Doefler, publicado no Proceedings of National Academy of Science USA em 1996, mostra claramente, de forma incontestável, o trecho de DNA de vírus, CaMV35S dentro das células das cobaias.

A semelhança entre este trecho CaMV35S e os vírus do HIV e Hepatite B é uma questão de interpretação dos valores das análises. O professor emérito Joseph E. Cummins da Universidade de Western Ontario, Canadá, acredita que existe esta semelhança e aponta riscos para a saúde humana.

Artigo em: http://www.psrast.org/jccamv.htm 

Diante da existência de informações opostas, escritas por renomados especialista do Brasil e do mundo, resta ao leitor estudar profundamente todos estes textos e chegar à sua própria conclusão.

8- Soja do Rio Grande do Sul

Dr. Judy Carman, PhD, professor da Universidade Flinders, da Austrália, escreve sobre os problemas de segurança com a soja transgênica RR, a mesma plantada no Rio Grande do Sul.

Artigo em: http://www.psrast.org/subeqau.htm 

Os problemas em outros países é abordado no texto "Sementes da Discórdia"

Em português (resumo):
http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/pdf/sementes_da_discordia-sumario_executivo.pdf


Em inglês (completo):
http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/pdf/seeds_of_doubt.pdf 

Texto "Soja transgênica é menos produtiva"

Em: http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/soja.doc 

Texto: "O gene Desconhecido"

Em: http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/gene.doc 


9- Lei de biossegurança

A lei de biossegurança brasileira realmente é uma das melhores do mundo. O Brasil é o único país do mundo onde o plantio e comercialização dos transgênicos esta suspenso por medida judicial. Mesmo com todos os esforços do governo passado, os atos inconstitucionais cometidos, a justiça brasileira fez cumprir a lei.

Todo o problema foi causado pelo fato que a indústria não elaborou o Estudo de Impacto Ambiental como é exigido pela Constituição Brasileira. Nenhuma providência foi tomada para proteger o consumidor e o meio ambiente, portanto o nosso judiciário federal atuou duramente.


Fonte: Partido Verde de Minas Gerais

 
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